Depois de 75 minutos em que estiveram a trabalhar em grupo, os 150 alunos que marcaram presença no “Efacec Challenge” que aqui destacamos dispuseram de 15 minutos adicionais para elaborar um vídeo com um máximo de dois minutos com a apresentação do seu modelo de negócio em termos de mobilidade e sustentabilidade.

Relógio em contagem decrescente para o fim do “Tech Challenge”.

Qual foi o desafio?

Os 25 grupos em que foram divididos foram convidados a pensar em soluções de mobilidade, que resolvessem um de dois casos em concreto: o de uma cidadã que se preocupa em reduzir a sua pegada ecológica e que não possui carro próprio, utilizando sempre transportes públicos, veículos elétricos partilhados ou aplicações de boleias;

E o caso de um cidadão para quem a conveniência é o maior “driver” na tomada de decisão quando pensa em se deslocar, pelo que planear uma viagem longa tendo em conta os pontos de carregamento ou recorrer a soluções como “car pooling” ou “bike sharing” parecem-lhe opções pouco práticas.

O júri, que destacou a qualidade do “brain storming” de todos os intervenientes, apurou os cinco grupos vencedores que tiveram em comum o facto de terem chegado a modelos de negócio com grande cunho de inovação e capacidade de transformação.

O Watts On, que acompanhou o evento, traz-lhe as cinco ideias vencedoras:

Equipa N
Esta equipa trabalhou numa ideia de uma app que conjugasse as diferentes plataformas de transportes, funcionando como uma hiperligação de todos esses serviços existentes, desde transportes descaracterizados (TDVE), trotinetes a bicicletas elétricas. Seria uma app direcionada para as empresas, como forma de apresentarem aos seus trabalhadores uma solução de transporte mais económica. Seria, igualmente, uma app que teria a capacidade de reunir a informação sobre todos os postos de carregamento elétricos e de quais os meios de transporte disponíveis.

Equipa N

 

Equipa D
Esta equipa idealizou postos de carregamento móveis que procuram os seus clientes. O utente, após inserir numa app que pretende deslocar-se do ponto “a” ao ponto “b”, dispunha de um serviço de postos móveis que lhe colocavam o carregamento no local da sua conveniência, mediante o trajeto traçado e a velocidade média a que circulava. Esta equipa quis procurar uma solução a partir de uma ideia: quão ótimo seria entrar num automóvel elétrico sem ter de pensar onde e como teriam de carregar?

Equipa D

 

Equipa J
Esta equipa concebeu uma app que faz “match” em relação às rotas dos colaboradores de grandes empresas, no sentido de encontrar pontos comuns que permitam partilhar o transporte. “Qual a rota mais eficiente para reduzir o número de transportes?” seria uma das premissas dessa app que agregaria os dados dos funcionários (até de um mesmo parque industrial) e os seus horários de entrada. Seria definido um local onde as pessoas seriam apanhadas rumo ao trabalho. Para a equipa que elaborou este potencial modelo de negócio, a concretização deste serviço permitiria diminuir o stress com o trânsito em horas de ponta e os custos individuais dos transportes.

Equipa J

 

Equipa R
Esta equipa idealizou um serviço virado para as baterias das viaturas elétricas que chamou de “e-distance”. Trata-se de uma solução em que o utilizador disporia de módulos de baterias (em postos de abastecimento convencionais) que podiam ser instaladas num automóvel elétrico. Esta proposta funcionaria como uma resposta à “ansiedade da autonomia”, possibilitando que os condutores efetuassem viagens para distâncias maiores. Esta equipa de estudantes afirma que a sua ideia consiste em criar uma “bomba de combustível para baterias” que proporcionaria uma “autonomia versátil” aos utilizadores de veículos elétricos. Este serviço também se desenvolveria a partir de uma app, através da qual seria possível reservar as baterias. Estas equipa assume, porém, que um dos obstáculos que enfrentaria seria a falta de um standard universal para as baterias.

Equipa R

 

Equipa U
Esta equipa idealizou uma espécie de “powerbank” para carros elétricos. Passaria por criar baterias adicionais que os veículos poderiam receber. Essas baterias podiam ser alojadas no tejadilho dos veículos (à semelhança de uma bagageira de tejadilho), podendo ser trocadas em postos de abastecimento de combustível, ao jeito de módulos como se fossem gavetas que se colocam e tiram. A contratação deste serviço pressupunha o pagamento de um aluguer regular, como uma mensalidade.

Equipa U

Os elementos destas cinco equipas vencedoras do “Tech Challenge” preparado neste “Efacec Challenge” poderão agora vir a integrar alguma ação de recrutamento de talento desta empresa portuguesa.

Isto para além de ficarem mais próximos de serem escolhidos para acompanharem uma prova do Fórmula E, com a equipa DS TECHEETAH Formula E.

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