Falta precisamente uma semana para a “Hora do Planeta”, um “apagão” simbólico que este ano ocorrerá no sábado, dia 30 de março, quando forem 20,30h, hora em Portugal Continental, menos uma hora nos Açores.

A “Hora do Planeta” é provavelmente, na atualidade, a maior ação ambiental do mundo, juntando milhões de pessoas em todo o globo terrestre para mostrarem o seu compromisso com o Planeta, sendo uma iniciativa promovida pela World Wildlife Fund For Nature.

#ligateaoplaneta ou #Connect2Earth é o mote deste ano

“A natureza fornece-nos tudo o que precisamos para viver – do ar que respiramos à água que bebemos, e o abrigo que precisamos para a economia em que confiamos, mas também melhora as nossas vidas. No entanto, a sua crescente perda coloca tudo isto sob ameaça”, lembram os elementos da Associação Natureza Portugal/World Wildlife Fund (ANP/WWF).

Os ambientalistas sublinham que as alterações climáticas continuam a ser um grande desafio para todos nós, havendo “outra ameaça urgente que exige a nossa atenção: a perda da natureza. Essas duas ameaças combinadas significam que devemos agir – e o momento é agora”.

A Hora do Planeta é um evento organizado globalmente pela WWF. O World Wide Fund for Nature (WWF, “Fundo Mundial para a Natureza”) é uma Organização Não Governamental (ONG) internacional que atua nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental. Até 1986, designava-se apenas World Wildlife Fund. Em Portugal, a Associação Natureza Portugal (ANP) está formalmente ligada à rede WWF através de um acordo de cooperação.

Por todo o mundo, esta “Hora” vai ser celebrada de formas diferentes, mas todas com uma mensagem sustentável associada e que passa por colocar as pessoas a repensarem a forma como consomem os recursos.

Três momentos-chave em Portugal

Em Portugal, haverá neste dia 30 de março três grandes momentos com o carimbo oficial da ANF/WWF:

  • uma caminhada (às 17,30h, a partir da Torre de Belém),
  • uma pedalada (a partir das 18,30, desde a Torre de Belém)
  • e o “apagão geral” (a partir das 20,30h).

A caminhada e a pedalada terão a sua partida junto da Torre de Belém (embora desfasadas em termos de horas), tendo ambas como destino a Praça do Comércio, em Lisboa.

Serão 7,7 km de distância a percorrer que a organização prefere chamar de “energia humana, em movimento pela mudança de atitudes de consumo. Além de ser uma forma de mostrar novas formas de usufruir do que o Planeta nos oferece, com um impacto zero, durante os passeios vai ser pedido aos participantes que repensem na forma como usam o Planeta durante todo o ano”.

60 minutos sem luzes pelo Planeta

Apesar da participação na caminhada e pedalada serem gratuitas e abertas a todos os interessados, a organização solicita uma inscrição prévia para o email mbarata@natureza-portugal.org por motivos de seguros e controle da organização.

O programa, o percurso e o regulamento da caminhada e da pedalada estão disponíveis em https://horadoplaneta.pt/eventos/

Das 20.30h às 21,30h: zero luzes

Por seu lado e a partir das 20,30h e até às 21,30h (hora de Portugal Continental), desligar-se-ão as luzes de norte a sul do país, no anunciado “apagão“.

Os responsáveis da Associação Natureza Portugal/ World Wildlife Fund referem que os municípios aderentes e que já disseram que vão apagar as luzes durante uma hora no próximo sábado já ultrapassam os 80, esperando-se que este ano se possa bater o recorde nacional de adesões que se mantém nos 118 municípios.

Alguns monumentos, durante esta hora também terão a sua iluminação desligada. Os principais em Lisboa, como o Santuário do Cristo Rei, a Ponte 25 de Abril, a Torre de Belém, o Museu da Eletricidade e o Museu MATT, o Mosteiro dos Jerónimos e o Castelo de São Jorge já enviaram a sua declaração de participação neste ano.

Este ano, o evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Federação Portuguesa de Cicloturismo, do Turismo de Portugal, do Corpo de Escutas Nacional, do atleta Rui Martins (apoiado pela Adidas), bem como de algumas empresas que ofereceram à iniciativa os seus serviços, Hotéis Marriott, Tetra Pak, Werun e Tábua Rasa.

Fora da zona de Lisboa, entre os monumentos nacionais que vão aderir à “Hora do Planeta” contam-se o Mosteiro de Alcobaça, o Castelo de Bragança, o Castelo de Pombal, o Convento de São Francisco, o Castelo de Palmela, o Bom Jesus de Braga, o Forte de Santa Catarina, a Igreja de São Sebastião de Cuba, a Torre do Relógio de várias freguesias, o Castelo de Porto de Mós, o Castelo da Feira, o Castelo Sabugal e a Igreja do Alvito, entre outros.

Deste modo, vários municípios espalhados pelo país têm vindo a mostrar vontade em se associarem a esta iniciativa, sendo expectável que esse movimento cresça nos dias que antecedem a data de 30 de março.

Na foto, da direita para a esquerda: José Rodrigues (Secretário Nacional para o Ambiente e Sustentabilidade do CNE) e Angela Morgado (Diretora Executiva da ANP-WWF)

No nosso país, a ANP/WWF (Associação Natureza Portugal/ World Wildlife Fund), grande impulsionadora da iniciativa, selou também um acordo com o Corpo Nacional de Escutas (CNE), o que significa que os escuteiros católicos portugueses não só vão ajudar no evento deste ano, como vão também trabalhar em conjunto em várias questões ligadas ao ambiente, com momentos que podem passar por iniciativas em conjunto, como em sensibilização ecológica e até mesmo ações de campo.

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