Jovens portugueses aderem hoje à greve climática estudantil mundial

Inspirados pelo trabalho da ativista Greta Thunberg, os jovens estudantes portugueses juntam-se ao movimento #Schoolstrike4climate. No dia 15 de março, às 10,30h, juntamente com estudantes de outras dezenas de países, os alunos portugueses fazem uma “Greve Climática Estudantil”, exigindo "que a crise climática seja uma prioridade governamental".

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Esta sexta-feira, 15 de março, estão previstos realizarem-se protestos, com uma forte componente estudantil, em vários países de todo o mundo, visando alertar para o problema das alterações climáticas.

Localidades portugueses aderentes: Arouca, Aveiro, Barcelos, Braga, Chaves, Coimbra, Covilhã, Évora, Faro, Fornos de Algodres, Funchal (Madeira), Ilha das Flores, Ilha de Santa Maria, Ilha do Faial, Leiria, Lisboa, Ourém, Portalegre, Porto, Reguengos de Monsaraz, Santarém, Setúbal, Tomar, Torres Vedras, Viana do Castelo e Vila Real.

Perto de três dezenas de pontos de protesto estão confirmados em Portugal, com as ações a estarem previstas acabar por volta da 13h/13,30h.

Os jovens estudantes portugueses também estão a aderir a este movimento e vão sair à rua, com um conjunto de manifestações, às 10,30h, em diversas localidades, de norte a sul do país, regiões autónomas da Madeira e Açores incluídas.

Movimento internacional

Esta “Greve Climática Estudantil” portuguesa surge na sequência do movimento internacional #SchoolStrike4Climate e #FridaysForFuture iniciado pela jovem ativista sueca Greta Thunberg em relação à falta de ação governamental face ao problema ambiental.

À escala global, o protesto pode vir a reunir nove milhões de pessoas.

“O nosso futuro é mais importante do que um dia de aulas”, sublinham os estudantes.

Nestas páginas do Facebook e do Instagram encontram-se os locais nos quais se desenrolará esta ação em Portugal.

#FazPeloClima  #fridaysforfuture

“Chamamos a atenção de todos os estudantes para protestar no dia 15 de março – o tempo não espera, e nós também não”, declaram os organizadores.

“Esta é uma luta que não é só de alguns, mas sim de todos os estudantes. Uma luta de toda uma geração. Uma geração que está atenta, alerta, consciente e que reconhece que é imperativo tomar uma posição no presente para proteger o futuro de todos. Todos juntos, iremos conseguir um futuro melhor”, é a mensagem do movimento que se diz estudantil, pacífico e não-violento, determinado e organizado, descentralizado e apartidário.

O que pretende o movimento?

O protesto é contra “a inação dos governos face às alterações climáticas”. No caso português, a principal exigência é que o governo português “faça da resolução da crise climática a sua prioridade, cumprindo com todo o zelo e respeito o Acordo de Paris e as metas estabelecidas pela União Europeia (2020, 2030, 2050)”.

Para tal – defendem – “é necessária uma mudança de paradigma, e a implementação de medidas como: proibição da exploração dos combustíveis fósseis em Portugal; a meta para a neutralidade carbónica ser reduzida para 2030, e não 2050, como previsto pelo Governo; expansão significativa das energias renováveis e, particularmente, da energia solar; a produção elétrica ser 100% assegurada por energias renováveis até 2030; o encerramento das duas centrais elétricas ainda movidas a carvão (central de Sines e central do Pego); e o melhoramento eficiente e drástico do sistema de transportes públicos, de maneira a que estes possam substituir o uso do transporte particular”.

Líderes europeus devem responder ao apelo dos jovens, apelam ambientalistas

Nos dias 21 e 22 de março, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) reunidos no Conselho Europeu de Bruxelas debaterão o projeto de visão climática de longo prazo da UE, definindo ações a tomar para limitar o aumento da temperatura a 1,5º C. Na versão preliminar da estratégia publicada em novembro, a Comissão Europeia recomendou atingir-se emissões líquidas zero ou neutralidade carbónica, o mais tardar até 2050. “De forma a garantir uma maior probabilidade de se atingir as metas do Acordo de Paris, a União Europeia precisa de se descarbonizar totalmente até 2040. Se os líderes aproveitarem o impulso criado pelos jovens para mais ação climática, ainda poderemos evitar os impactos mais devastadores das alterações climáticas”, aponta a associação Zero que apoia e aplaude a greve estudantil e as manifestações de jovens pelo clima “porque todos somos responsáveis e as regras têm de mudar”. Lembram os ambientalistas da Zero: “As greves são uma mensagem clara aos líderes para tomarem medidas imediatas e ambiciosas”.

“Chega de comprometerem de forma egoísta o nosso futuro na Terra. É hora de nós, jovens e estudantes, lutarmos com garra. Convidamos todos, estudantes ou não, a juntarem-se a nós nesta causa tão importante”, é o apelo deixado.

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