Durante o Fórum “China EV100 2019”, Huang Wensheng, presidente do departamento de investimento do Grupo Sinopec (Sinopec Capital), subsidiária do gigante petrolífero Sinopec, fez um discurso intitulado “O futuro já chegou”, no qual abordou alguns dos problemas urgentes que o setor da energia enfrenta, pedindo mesmo “uma revolução na produção e consumo energético” para parar o efeito do aquecimento global e a sua ameaça à vida.

O Grupo Sinopec é o maior conglomerado de refinaria de petróleo, gás e petroquímica do mundo. É administrado pelo Conselho de Estado da República Popular da China.

Wensheng instou os presentes a irem “além da era dos carburantes, a abandonar os combustíveis fósseis e a adotar a eletrificação” para se caminhar rumo a um “futuro mais verde, onde os veículos elétricos dominem as estradas das cidades”.

“A eletrificação, graças aos avanços realizados no armazenamento de energia que melhoraram a eficiência do uso de eletricidade, tem o potencial para ser a próxima revolução energética. Devido a isso, prevejo que a adoção e o uso da eletrificação acontecerá mais rapidamente” – declarou Huang Wensheng.

Para cumprir as metas do Acordo de Paris, Wang insistiu na necessidade das pessoas mudarem para uma nova forma de consumo de energia que seja limpa, ecológica, segura, eficiente e sustentável.

2035 e 2045: elétricos

Wensheng considera que a eletrificação tem o potencial de ser a próxima revolução energética, perspetivando que os veículos elétricos substituam os automóveis com motores de combustão interna entre 2035 e 2045, lembrando que os motores de combustão apenas necessitaram de 30 anos para fazer desaparecer os cavalos como forma de locomoção naquela que foi a última revolução energética que houve.

Considerando que se trata de um dos responsáveis de um gigante mundial do petróleo, não podem deixar de se considerar como declarações marcantes as proferidas por Huang Wensheng, evidenciando ainda que a mudança de foco da estratégia da indústria petrolífera poderá passar por investir nas renováveis, entre outros setores.

Ao mesmo tempo, é lícito que estas tiradas de Wensheng não deixem de ser vistas como uma boa dose de afirmações de circunstância, dado que a China é o maior emissor de CO2 do mundo (e de se prever que assim continuará), com cerca de 60% do seu mix de energia a ser proveniente do carvão. E isto apesar de ter assinado o Acordo de Paris.

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