A cidade de Lisboa tem sofrido uma profunda transformação na sua fisionomia, com a atual vereação de Fernando Medina a apostar na redução (ainda que rodeada de polémica) do tráfego rodoviário, a par do crescimento de formas alternativas de mobilidade sustentável.

O incremento da rede de ciclovias tem sido uma das mais visíveis apostas, inclusive com a criação de um sistema de bicicletas partilhadas com a EMEL, a rede GIRA.

A rede ciclável de Lisboa também tem sido reforçada, tendo passado, na última década, de meros 10 km de vias, para cerca de 90 km, incluindo seis novas pontes ciclo-pedonais para ultrapassar obstáculos físicos.

No dia 22 de janeiro, a Assembleia Municipal de Lisboa discutiu uma recomendação (sem carácter vinculativo, portanto), pedindo que o executivo camarário estude a adopção de “medidas drásticas de redução do tráfego no Eixo Avenida da Liberdade/Baixa, nomeadamente o encerramento ao trânsito e a transformação da zona num espaço pedonal e ciclável”.

Até 2021 (final de mandato), a intenção do executivo camarário é de mais do que duplicar esta malha ciclável, apontando para a criação de uma rede de 200 km de pistas para velocípedes.

Nada melhor, por isso, do que olhar para o que está planeado. Para isso, usámos como base de apoio um mapa elaborado pela autarquia e que disponibilizamos mais abaixo.

Trata-se de um mapa que exibe dois tipos de informações:

  • a rede de ciclovias existente (linhas contínuas de cor verde);
  • e a rede de ciclovias que está prevista ser erguida na cidade de Lisboa (linhas tracejadas de cor amarela).

Analisando o mapa, percebe-se que a mancha de futuras ciclovias vai alargar-se significativamente, passando a cobrir os grandes eixos viários da capital.

Às ciclovias que presentemente funcionam como vias de lazer (junto ao rio – quer a oriente, quer a ocidente – e na zona verde do Monsanto) vão somar-se, assim, outras que pretendem tornar a bicicleta como meio efetivamente alternativo de transporte no interior de uma cidade que é muitas vezes apelidada das “sete colinas”.

Isto possibilitará a utilização da bicicleta para deslocações a praticamente qualquer ponto da cidade.

A nova rede ciclável assumirá dois grandes tipos de configurações: vias segregadas e exclusivas para ciclistas (nos grandes eixos de circulação rodoviários); e vias partilhadas em que as bicicletas irão dividir o espaço com os automóveis (em zonas em que serão impostos limites de velocidade aos veículos motorizados – de 20 km/h ou de 30 km/h – tipicamente de bairros residenciais ou em faixas de circulação de cor verde, contíguas à faixa de circulação dos automóveis).

Haverá também vias unidirecionais (um sentido) e bidirecionais (dois sentidos).

Sugestão complementar de leitura:A opinião de Luís Carvalho, um utilizador regular de bicicleta em Lisboa, desde 2012: “Ciclovias, do acessório ao essencial”.

Eixo Marginal, Eixo Benfica-Braço de Prata, Eixo Circular Exterior, Eixo Alcântara-Luz, Eixo Central e Eixo Olivais serão os seis grandes eixos que constituirão a rede principal de ciclovias.

Neste plano, a Baixa Pombalina irá, por exemplo, ganhar ciclovias, como é o caso da Rua do Ouro e da Rua da Prata, bem como de toda a zona do Rossio e da Praça dos Restauradores.

A extensão da rede ciclável prevê chegar ainda aos limites do concelho (a ocidente, com Oeiras, e a leste, com Loures), criando-se ciclovias mesmo em estradas com maiores percentagens de inclinação, caso das avenidas D. Vasco da Gama, das Descobertas ou Almirante Reis.

Veja o mapa interativo e o plano da rede ciclável que está a nascer:

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