O conceito de ecossistema elétrico que a Nissan instalou no estádio de futebol do Ajax vai ser replicado, pela primeira vez, em Portugal.

O “alvo” será o Teatro Camões, no Parque das Nações, em Lisboa, onde atua a Companhia Nacional de Bailado.

O anúncio foi feito, de resto, no próprio anfiteatro do Teatro Camões, no contexto da 3ª edição do Fórum Nissan da Mobilidade Inteligente.

O modelo a aplicar vai basear-se na produção energética por painéis solares, sendo depois a eletricidade armazenada em baterias em segunda-mão de veículos elétricos, nomeadamente do Leaf.

A energia será utilizada não apenas para alimentar o Teatro Camões, como também carregar automóveis elétricos.

Parceiros do ecossistema elétrico

Em Amesterdão, o sistema xStorage Buildings que foi montado pela Nissan, a Eaton e a The Mobility House além de satisfazer as necessidades energéticas do Amsterdam ArenA, possibilita ainda o abastecimento de zonas residenciais e empresas vizinhas do estádio, criando uma verdadeira economia circular através do reaproveitamento das baterias usadas.

Para instalar em Portugal este ecossistema elétrico, a Nissan terá como parceiros o OPART, organismo responsável pela gestão da Companhia Nacional de Bailado no Teatro Camões, a ESTAMO, proprietária do edifício, o LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia e a ADENE – Agência para a Energia.
Todas as partes envolvidas vão disponibilizar o apoio técnico, metodológico, científico e institucional necessário às diferentes vertentes do projeto.

Para Carlos Vargas, Presidente do OPART, “as instituições culturais são players importantes na construção de novos ecossistemas. Também no caso de um novo ecossistema elétrico, o Teatro Camões pode funcionar como um centro de desenvolvimento de uma parceria alargada de que a Companhia Nacional de Bailado e a Nissan são os principais promotores”.

Contributo para neutralidade carbónica

Para a Nissan, “este projeto contribui de forma inequívoca para a neutralidade carbónica da economia portuguesa até 2050, transpondo para o ecossistema da mobilidade elétrica os princípios da economia circular e obtendo desta forma ganhos de eficiência ao nível do uso de recursos, otimização de processos, socioeconómicos e ambientais”, refere Antonio Melica, diretor-geral da Nissan em Portugal.

“O protocolo que assinámos mostra também que é essencial unirmos esforços para criar um futuro melhor, mais sustentável e com novas oportunidades para a construção de uma economia circular”, defende Antonio Melica, diretor-geral da Nissan Portugal.

A promoção da Economia Circular é uma das prioridades da Nissan, no compromisso assumido internacionalmente de contribuir para uma verdadeira mobilidade inteligente. O conceito centra-se não só em veículos, mas também em novas formas de energia, soluções de circularidade, redes, infraestruturas e cidades, criando um ecossistema elétrico que contribui para mudar a forma como conduzimos e também a forma como vivemos.

“Estamos sempre dispostos a arriscar e abraçar novos desafios, na área dos ecossistemas elétricos, com estas características de gestão da energia através da sua produção com base em fontes renováveis, do seu armazenamento em baterias de segunda vida e da sua distribuição através de fluxos para a rede, para casas e empresas”, clarifica a Nissan Portugal, através do seu diretor-geral, o italiano Antonio Melica.

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