O último Conselho Europeu, que reuniu os 28 ministros do ambiente da União Europeia, o acordo de princípio a que se chegou foi histórico: pela primeira vez haverá metas de emissões para pesados (camiões e autocarros), tendo os valores de corte sido fixados em 15% em 2025 e em 30% em 2030 (em ambos os casos, comparando com os níveis médios fixados para 2019).

As emissões de CO2 dos pesados representam 27% das emissões de CO2 geradas pelo transporte rodoviário na União Europeia (ver gráfico aqui em baixo). Todavia, não obedecem a limites a nível europeu, ao contrário do que sucede noutros países como EUA, China, Japão e Canadá. Até à data.

Para os automóveis as metas previstas de redução de CO2 para 2030 na Europa são de 37,5%; para os comerciais ligeiros essa meta é de 31%. As percentagens de redução comparam com as emissões estabelecidas para 2021. Para 2025, a meta intermédia de redução de emissões é de 15%, tanto para automóveis de passageiros, como para comerciais ligeiros.

Com este passo, prevê-se que entre 2020 e 2030 se emitam cerca de menos 54 milhões de toneladas de CO2 com as viaturas pesadas, o que equivale às emissões totais de CO2 da Suécia, num ano.

Relevante ainda é que haverá um sistema de incentivos, chamado de supercréditos, em que os veículos de zero e baixas emissões serão contados como mais de um veículo quando se apurarem as emissões específicas de cada fabricante de camiões.

Isto poderá ajudar a indústria automóvel a caminhar de forma mais célere para a produção de camiões de propulsão elétrica e a Gás Natural Liquefeito (GNL).

O Conselho Europeu começará
em janeiro a negociar com
o Parlamento Europeu,
sob a presidência romena.

Ainda assim e em comparação com a proposta inicial da Comissão Europeia, o Conselho Europeu decidiu excluir os autocarros deste sistema de incentivos de supercréditos.

Apesar destes avanços, os ambientalistas consideram que estes objetivos não são eficazes o suficiente para atingir as metas climáticas do Acordo de Paris.

Em nome dos fabricantes, a Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA) mostra-se preocupada com o nível de exigência que estas metas vão exigir: “Os fabricantes de camiões estão dispostos a reduzir ainda mais as emissões de carbono, mas isso deve acontecer a um ritmo que seja realista, não sendo possível apenas com a tecnologia atual”, diz Erik Jonnaert, responsável da ACEA que adverte que a fórmula de diminuição de emissões para veículos ligeiros não pode ser transposta da mesma forma para viaturas pesadas.

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