Bruxelas deverá apresentar no próximo dia 28 de novembro a sua estratégia de descarbonização de longo prazo (2050).

Nesse documento, a União Europeia estabelecerá a forma como pretende reduzir as emissões dos transportes, um setor que é a maior fonte de emissões de gases com efeito de estufa (cerca de 27% das emissões totais de GEE), de acordo com a Agência Europeia do Ambiente.

Propostas atuais abaixo do necessário

A Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E) lembra, contudo, que as propostas atuais de redução de emissões de CO2 em 2025 e 2030 “estão muito abaixo dos 60% necessários para atingir as metas climáticas de Paris”, exigindo, por isso, mais determinação e ambição.

A Europa deve acabar com as vendas dos novos veículos a gasolina e gasóleo no início da década de 2030, para cumprir o objetivo de descarbonizar o setor dos transportes até 2050 e atingir a meta do acordo de Paris, considera a T&E.

Nesse sentido, a T&E, defende que “cerca de um terço dos novos veículos vendidos terão de ser plug-in para atingir a meta de redução das emissões de CO2 da UE em 2030, enquanto todos os novos veículos terão de ser emissões zero para cumprir o objetivo de descarbonização da frota até 2035”.

Transporte partilhado é imprescindível

“A transferência modal do transporte individual para o transporte partilhado e para os modos suaves (bicicletas e andar a pé) é uma parte importante do objetivo de descarbonização, mas para alcançar a mobilidade individual de emissões carbono-zero em 2050 é necessário aumentar a frota de veículos de emissões zero. Os veículos elétricos e a hidrogénio podem ajudar a concretizar uma frota mais limpa, mas o hidrogénio é muito menos eficiente”, considera este organismo.

Já a semana passada, a T&E tinha afirmado que “para cumprir o Acordo de Paris e o objetivo de descarbonizar os transportes até 2050, a Europa deve acabar com as vendas de veículos novos, a gasóleo e gasolina, em 2030”.

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