Diário do SCEWC: Co-criação, Gentrificação e Open Data

0
209

No segundo dia do Smart Cities Expo World Congress, em Barcelona, estes foram os temas em destaque:

A Co-Criação

Jack Millers, Presidente da Câmara de Den Bosch nos Países Baixos, começa a sua sessão matinal enquadrada no tema em discussão sobre Civic Tech & Collective Creativity, com esta questão pertinente: Fará mais sentido a Implementação de iniciativas através da análise de dados da população ou a co-criação com a comunidade local?

Para tomar decisões ponderadas, prefere juntar a sua equipa e envolver a comunidade local, colocando-lhes questões simples para avaliarem se se sentem seguros a andar a pé à noite ou se os seus filhos brincam nos jardins públicos.

Em tom irónico ri e diz que são nestas “Teddy Bear sessions” que chegam às melhores decisões, acrescentando que usam post-its e desenhos para definirem prioridades e estratégias em conjunto, o que consideram ser a ferramenta de “design thinking” mais eficiente.

Defende a proximidade às pessoas e não a tecnologia, tal como desconstrói o conceito de smart Cities que vê como sharing Cities.

A Gentrificação

Outra das sessões com mais impacto neste segundo dia do SCEWC, foi a de Murray Cox, ativista anti Airbnb e Fundador da plataforma Inside Airbnb.

O seu trabalho tem por base a análise de dados que lhe permitem fundamentar fenómenos como o impacto na habitação das diferentes cidades em análise, com destaque para S. Francisco onde a regulamentação aplicada já está a ter um impacto positivo nos dados que apresentou.

A UE e o airbnb

No que diz respeito a regulamentação, Tonet Font (Adviser em Inovação Social e responsável pelo programa A-Atri na Câmara Municipal de Barcelona), deixa bem clara a posição de Bruxelas em relação a plataformas como o Airbnb, avaliadas pela UE como ferramentas inovadoras e úteis, assim como à proteção das mesmas perante os grandes problemas levantados pelas Câmaras das cidades mais afectadas por estes fenómenos da gentrificação e falta de habitação.

Open Data

Na sessão dedicada ao tema “How is open data transforming Urban Services?”, o foco central foi a partilha das vantagens do acesso aos dados sem restrições, para escalar projectos mesmo que impliquem as devidas adaptações ao contexto local de cada cidade.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of