A isenção da taxa de poluição das portagens nas autoestradas entrará em vigor, a partir de 1 de janeiro de 2019 e por um período inicial de dois anos

O Parlamento Federal Alemão aprovou uma resolução para isentar os veículos a Gás Natural Comprimido (GNC) e Gás Natural Liquefeito (GNL) do pagamento da taxa de poluição das portagens nas autoestradas, entre 1 de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2020.

A isenção é para viaturas acima de 7,5 toneladas e abrange a chamada taxa de poluição das portagens nas autoestradas. Isto significa que as frotas a gás natural irão gozar dos mesmos benefícios dos veículos elétricos, tendo apenas terão de pagar portagens relativas aos custos das infraestruturas e as taxas de ruídos incluídas nas portagens.

A Iveco “saúda a isenção do pagamento de portagens nas autoestradas pelo impulso que vai proporcionar à transição da indústria dos transportes para o gás natural como alternativa de tração para os veículos, adicionando vantagens financeiras aos benefícios ambientais”.

Esta isenção, juntamente com os subsídios para a aquisição de veículos a gás natural anunciada em julho (12.000 euros para os veículos a GNL e 8.000 euros para veículos a GNC), aumenta as vantagens financeiras destes camiões mais sustentáveis para os operadores logísticos alemães, com uma poupança entre 9,3 cêntimos/km a 18,7 cêntimos/km, dependendo da classe do peso.

Impacto será enorme

A Iveco, fabricante de comerciais, já veio elogiar a decisão alemã, entendo que terá impacto positivo para além do território alemão, devido ao posicionamento central da Alemanha nas principais rotas europeias de transporte de longo curso: “A Alemanha está num ponto estratégico da logística em termos europeus, portanto estas importantes decisões tomadas pelas autoridades germânicas irão acelerar drasticamente a penetração de propulsores alternativos a gás natural em todo o continente. O impacto será enorme”, refere Pierre Lahutte, presidente da Iveco.

Segundo a Iveco e face aos modelos equivalentes a gasóleo, os camiões a gás natural geram menos 90% de NO2 e menos 99% de partículas; no caso do biometano, a redução de CO2 atinge 95%.

“Além disso, o gás natural torna possível uma transição harmoniosa para uma economia circular baseada na produção de energia a partir de resíduos orgânicos ou agrícolas, que consegue mesmo alcançar emissões negativas de Gases com Efeito de Estufa e permitir a fixação do carbono, pois assenta no ciclo natural carbono/orgânico. Na realidade, o biometano feito a partir de estrume líquido pode proporcionar reduções de até 182% no CO2, em comparação com um combustível convencional”, declara o construtor que acrescenta ainda que os veículos a gás natural têm também a vantagem de terem níveis de ruído inferiores aos de um motor Diesel equivalente”, conclui a Iveco.

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