A partir de 1 de novembro dá-se início ao pagamento dos carregamentos nos Postos de Carregamento Rápido (PCR).

Até agora eram conhecidos os custos exigidos por todos os Operadores dos Postos de Carregamento (OPC) – com o valor a pagar por se estar a usar um posto rápido – e o tarifário da Galp Electric como Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME).

Neste momento, já são conhecidos os tarifários dos restantes três CEME: Prio.E, EDP e da eVAZ Energy.

A UVE (Associação de utilizadores de Veículos Elétricos) voltou a agarrar na calculadora e fazer simulações para perceber quanto é que poderá custar um carregamento rápido de meia-hora.

Considerou o custo de se usar cada um dos seis PCR analisados e a eletricidade consumida durante 30 minutos, para um consumo médio de 15 kWh/100 km.

As contas em seis PCR

A UVE fez simulações de utilização de seis OPC: em Leiria (na Área de Serviço da A1, do operador Propel-Cepsa), na Segunda Circular, em Lisboa (na Estação de Serviço da Repsol sentido sul/norte, do operador EDP Comercial), em Aveiras (na Área de Serviço da A1, do operador GalpGeste), em Santarém (na Área de Serviço da A1, do operador KLC), em Loures (no Parque da Cidade, do operador Mobiletric) e em Coimbra (no parque de estacionamento no Parque Verde, do operador Prio.e).

Em cada um destes seis postos (que apresentam valores diferentes de utilização do serviço), a UVE combinou o custo da eletricidade para os utilizadores, consoante tenham um contrato na mobilidade elétrica com a Galp, EDP, Prio ou eVAZ.

Os quatro comercializadores
de eletricidade são a
Galp, EDP, Prio e eVAZ

Foram levados em linha de conta tarifas bi-horária (fora de vazio), exceto a EDP que não disponibilizou essa informação.

De 3,20 euros a 9,88 euros

O quadro comparativo, reproduzido aqui em baixo, da autorida da UVE, mostra que um carregamento elétrico pode ir de 3,20 euros (num PCR da Prio.e com eletricidade EDP) até 9,88 euros (num PCR da Cepsa com eletricidade Prio.e). Tudo valores com IVA.

Uma conclusão: em virtude da Prio.e não estar, pelo menos nesta fase, a cobrar qualquer valor pela utilização dos seus PCR, estes são, claramente, os postos mais económicos para os proprietários dos carros elétricos carregarem os seus VE. Independentemente de qual seja o fornecedor da eletricidade, sai sempre mais barato utilizar um PCR da Prio.e.

O mais caro dos carregamentos num PCR da Prio é, assim, sempre mais económico do que o mais barato dos carregamentos feitos em PCR de outra bandeira.

Na vertical, na primeira coluna à esquerda deste quadro, estão os seis PCR considerados pela análise da UVE. Na horizontal, na primeira linha de cima da tabela, estão os preços dos quatro CEME. Fonte: UVE

A UVE adverte, porém, que estes são os preços para “abastecer” num PCR, uma solução mais cara e que, teoricamente, deve ser encarada como excecional.

A lógica normal será de abastecer os EV em casa e, nesse cenário de carregamento doméstico, de acordo com a UVE, os preços podem variar, em termos médios, entre 1,90 euros e 3,70 euros, valores imbatíveis face a um automóvel a gasolina ou gasóleo.

Atenção: tem de ter um cartão de um CEME!

Muito importante: a partir de 1 de novembro, para utilizarem os PCR, os utilizadores deverão ter um cartão de acesso à rede de mobilidade elétrica emitido por um dos já mencionados CEME existentes.

Os cartões dos quatro CEME existentes

O cartão emitido por qualquer um destes CEME dará acesso a todos os PCR da rede Mobi.e, independentemente do Operador do Posto de Carregamento (OPC).

Estes cartões darão, igualmente, acesso a todos os postos de carregamento normal (PCN) da rede Mobi.e, apesar da sua utilização continuar a ser gratuita.

As tarifas dos quatro CEME

Conheça, na íntegra, os tarifários dos quatro comercializadores de eletricidade para a mobilidade elétrica, até para poder fazer as suas contas e escolhas:

Prio.e
Galp Electric
EDP
eVaz Energy

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Não percebo as contas, se na tarifa mais cara da prio é 0,0658 kWh + iva como é que chegam para 15 kWh ao valor de 4,34 euros (prio-prio).