A notícia do passe único (e eventualmente até um passe família) a um preço acessível (entre 30 e 40 euros, com as crianças até 12 anos a viajar de graça) surgiu esta semana como sendo uma medida para introduzir nas áreas do Grande Porto e da Grande Lisboa, mas o Ministério do Ambiente já veio clarificar, entretanto, que o projeto é para estender mesmo ao país todo.

O intuito é garantir, assim, um tratamento igual para todo o território, ainda que a sua aplicação não deva acontecer logo a 1 de janeiro.

Abril no Porto, mais tarde em Lisboa

Não obstante o assunto deve estar inscrito na proposta de Orçamento de Estado para 2019 – a conhecer na íntegra dentro de cerca de dez dias -, o passe único só deverá chegar em abril do próximo ano ao Porto e só mais tarde à região de Lisboa.

A efetiva entrada em vigor da medida carece de uma negociação prévia com os diferentes operadores de transportes, públicos ou privados, uma lógica que é igualmente válida para os outros municípios e comunidades intermunicipais do país que venham a usufruir deste sistema de tarifário de transportes.

“Inovação radical”, diz António Costa

António Costa, Primeiro-ministro, classifica a proposta do Governo como “uma inovação radical em matéria de transportes “, justificando-o com a necessidade de atrair mais utentes para os transportes públicos, reduzir o tráfego automóvel e melhorar o ambiente.

“Isso será decisivo para diminuir o grau da nossa economia, mas também em relação ao rendimento disponível das famílias”, refere o governante.

Famílias vão poupar com passe único

Indo para a frente, o projeto de um passe único permitirá a uma família (de dois adultos com crianças até 12 anos de idade) possa gastar no máximo 80 euros por mês em passes, deixando de precisar de ter vários títulos para poder andar de autocarro, comboio, metropolitano, barco ou elétrico, incluindo para fazer deslocações intermunicipais.

Um mesmo título dará para tudo.
As crianças até 12 anos ficam isentas de pagamento

Olhando para a realidade da Grande Lisboa, a redução para as famílias pode ser bastante assinalável. Tome-se o exemplo do passe Fertagus + Carris para quem vem de Setúbal para Lisboa: atualmente chega a custar 150,65€.

Quem vai financiar redução do preço? Estado e municípios

A aplicação desta medida não implicará perda de receita para as empresas de transportes, na medida em que o Executivo está disposto a financiar a redução dos preços nos passes.
O Ministério do Ambiente, porém, já fez saber que os próprios municípios terão igualmente de participar neste esforço financeiro.

Possível impacto orçamental

Embora o Governo não tenha divulgado o possível impacto orçamental da medida, os autarcas das duas áreas metropolitanas adiantam que, no seu caso (Grande Lisboa e Grande Porto), a comparticipação total ao Estado pelo passe único pode ser de cerca de 90 milhões de euros/ano, 64 milhões de euros dos quais respeitantes a Lisboa e 26 milhões de euros alusivos ao Porto.

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