Três novas barragens vão aumentar em 6% potência elétrica instalada

As três novas barragens que a Iberdrola está a erguer no distrito de Vila Real estão já com 35% da sua construção completa. Quando o sistema de produção de energia estiver a funcionar a potência elétrica total instalada em Portugal aumentará em 6%.

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A construção de três novas grandes barragens e centrais hidroelétricas, incluindo uma central de armazenamento de bombagem que ficará localizada nos rios Tâmega e Torno, no norte de Portugal, prossegue a bom ritmo, cumprindo com os timings previstos desde o início do projeto e estando já assegurada 35% da sua construção. A informação é da Iberdrola responsável pela obra.

Estas três barragens (Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, no distrito de Vila Real) estão inseridas no Sistema Electroprodutor do Tâmega, considerado um dos maiores projetos hidroelétricos da Europa nos últimos 25 anos, contemplando um investimento entre os 1.200 e 1.500 milhões de euros.

Em 2016, 28,5% da energia consumida em Portugal foi produzida através de fontes limpas, sendo esperado que o país atinja 31% em 2020.

De acordo com a planificação, até 2023 – quando estarão decorridos nove anos desde o início das obras – o Sistema Eletroprodutor do Tâmega deverá estar completamente concluído.

Daivões e Gouvães

“Os trabalhos de construção da barragem de Daivões avançam a bom ritmo”, afirma a Iberdrola. Em abril, iniciou-se a betonagem da barragem com cerca de 242 mil metros cúbicos de betão, etapa que tem uma duração prevista de aproximadamente um ano, devendo, por isso, ficar concluída em 2019.

O projeto faz parte do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH). A Iberdrola ganhou em 2008 a concessão para planear, construir e explorar as centrais seguindo um processo competitivo de licitação.

A par destes trabalhos, prosseguem também os trabalhos previstos em Gouvães, “estando já em desenvolvimento a montagem dos quatro grupos do aproveitamento. Os grupos ficarão alojados numa caverna com um volume equivalente a 25 piscinas olímpicas”, esclarece a empresa.

Esta central será reversível, ou seja, permitirá armazenar água do reservatório de Daivões no reservatório de Gouvães, aproveitando os mais de 650 metros de diferença de altura entre ambas as zonas. Desta forma, a bombagem poderá ser feita quando houver um excesso de produção de energia no sistema, permitindo recuperá-la quando for mais necessária.

Os trabalhos no Aproveitamento do Alto Tâmega avançam também de acordo com o cronograma, estando previsto realizar o desvio do rio nas próximas semanas.

“O Sistema Eletroprodutor do Tâmega, com uma capacidade instalada de 1.158 MW e uma produção energética anual na ordem dos 1.766 GWh, representará um aumento de mais de 6% da potência elétrica total instalada em Portugal”, apontam os responsáveis a Iberdrola.

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