A automação não está a chegar apenas aos automóveis e a viaturas pesados. A empresa sueca Sandvik fez uma demonstração da eficácia da tecnologia de condução autónoma em máquinas industriais. Colocou, assim, um dos seus modelos, de onze metros e 38 toneladas, a percorrer um “labirinto de vidro” construído num espaço de 30 metros por 58 metros. Sem condutor ao volante.

Aliás, a Sandvik já utiliza há vinte anos este sistema de condução autónoma em minas, tendo já feito mais de dois milhões de horas em operações com este género de equipamentos.

“Monstro das profundezas” sem GPS

O sistema de condução autónoma deste “monstro das profundezas” utilizada na exploração mineira trabalha com base em lasers, entre outros sensores, como odómetros, sensores de ângulos e giroscópios, que ajudam o veículo a orientar-se pela melhor rota. Não há, todavia, recurso a navegação GPS, dado que esta tecnologia não é captada no subsolo, onde estes veículos trabalham.

Jouni Koppanen, engenheiro sénior de sistemas de automação na Sandvik Mining e Rock Technology, explica: “Uma vantagem dos sistemas autónomos é a de que podemos retirar as pessoas dos ambientes subterrâneos que podem ser perigosos, melhorando a segurança e a produtividade para os nossos clientes”.

A fase seguinte, referem os responsáveis da Sandvik, é incorporar a eletrificação nestes veículos usados nas minas, para reduzir os níveis de emissões, ruído e vibrações no subsolo criado por estes equipamentos a gasóleo. Aliás, este construtor possui já uma versão elétrica da viatura aqui usada, a Sandvik LH514E com um motor de 132 kW.

Pode dizer-se que é quase a metáfora do “elefante numa loja de porcelana”, só que, neste caso, sem o desastre previsível (apesar de um pequeno percalço, mas isso terá de ver o filme) que seria ter um gigante paquiderme no meio de uma loja recheada de centenas de objetos frágeis. O vídeo que facultamos com o Sandvik LH514 (motor Volvo TAD1340VE, um seis cilindros 12.8 litros Diesel com 348 cv) mostra ainda os preparativos para a demonstração. Vale a pena espreitar.

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