Um estudo feito na China concluiu que a poluição atmosférica afeta a capacidade cognitiva das pessoas, sobretudo as idosas e as menos letradas.

Ou seja, de acordo com a investigação, a capacidade intelectual de alguém fica mais comprometida simplesmente pelo facto desse indivíduo residir numa zona com índices de poluição mais elevados.

“Os danos num cérebro envelhecido causados pela poluição do ar provavelmente impõe custos significativos para a saúde e para a economia, levando em conta que o funcionamento cognitivo é crítico para os idosos, quer para a execução de tarefas quotidianas, quer para a tomada de decisões que exijam maior risco”, apontam os investigadores.

O “paper” alicerçou as suas conclusões na análise dos efeitos da exposição cumulativa e transitória à poluição do ar para os mesmos indivíduos ao longo de um período de tempo definido.

A pesquisa cognitiva incidiu em testes de linguagem e em testes aritméticos, apurando que à medida que se envelhece os danos sobressaem mais.

Os resultados menos favoráveis registaram-se nos locais onde a poluição era superior, com os principais lesados a serem pessoas acima de 64 anos, especialmete indivíduos do sexo masculino e com menos habilitações.

Em termos dos poluentes considerados pelo estudo, este relatório olhou para dióxido de enxofre (SO2), dióxido de azoto (NO2) e partículas inaláveis, de diâmetro inferior a 10 micrómetros (PM10).

O estudo pode ser consultado na revista científica PNAS, aqui.

 

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