Artistas mostram a sua visão crítica do aquecimento global

Como sugestão cultural para este fim de semana, o Watts On aconselha “Eco-Visionários: Arte, Arquitetura após o Antropoceno”, no MAAT. A exposição mostra as visões críticas e criativas de mais de 35 artistas, arquitetos e designers face às transformações ambientais que afetam o planeta. 

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aquecimento global, ambiente, MAAT

“Eco-Visionários: Arte, Arquitetura após o Antropoceno” é uma exposição que pretende despertar na consciência do público a preocupação com a ecologia e alertar para os perigos do aquecimento global. A exposição está patente até outubro no MAAT – Museu da Arte, Arquitetura e Tecnologia, mostrando as visões críticas e criativas de mais de 35 artistas, arquitetos e designers face às transformações ambientais que afetam o planeta.

Os acontecimentos meteorológicos extremos que todos temos vindo a assistir, o aquecimento global, as crises ambientais provocadas pelo esgotamento de recursos, o uso exagerado dos combustíveis fósseis, o consumo excessivo e de massas, entre outros, são fenómenos que pertencem a uma nova era à qual começamos a chamar Antropoceno, a designação recente de um novo período geológico definido pelo impacto das ações humanas.

“Eco-Visionários” é uma
exposição-manifesto
sobre o ambiente

Esta exposição “Eco-Visionários” lança o debate sobre um vasto panorama de questões associadas a esta era do Antropoceno, sendo palco no qual múltiplos artistas apelam à sensibilidade para o impacto destas ações humanas e das suas consequências catastróficas, apresentando novas soluções e antecipando visões de futuro.

Instalações, vídeo-arte, escultura e fotografia são alguns dos meios utilizados por estes artistas para alertar os visitantes para a realidade do aquecimento global.

Quatro secções

A exposição está dividida em quatro secções: desastre, coexistência, extinção e adaptação.

A secção Desastre traça um retrato dramático da situação atual do planeta e apela a uma consciência ecológica urgente.

Coexistência mostra as consequências globais, e alguns exemplos de “causas-efeito” em diferentes localizações geográficas. Os artistas e arquitetos contemporâneos desta secção sensibilizam para um novo olhar sobre o planeta, como uma rede relacional de solidariedade de diferentes locais e espécies a nível global, que respeitará a coexistência geográfica e a estética da natureza e o seu equilíbrio.

Na mais polémica das secções, Extinção, expõem-se as consequências dramáticas do aquecimento global nos ecossistemas, sugerindo que algumas espécies vão ser extintas, tal e qual como aconteceu há 65 mil milhões de anos com o desaparecimento dos dinossauros e de outras espécies. Assistiríamos então à 6ª extinção. “A possibilidade do próprio ser humano não estar biologicamente preparado para a subida das temperaturas e para o crescente aquecimento global seria uma das premissas para a sua extinção no planeta Terra. Que novas espécies assumem então o protagonismo do Planeta?” são as questões levantadas.

A derradeira secção da exposição versa a Adaptação, sendo uma mensagem de esperança. Um sentimento de que o ser humano, a par de tanta destruição, também ele será capaz de reverter a situação e encontrar novas formas de vivência, novas estruturas sociais que respeitem a dependência entre humanos, não humanos e o próprio planeta.

MAAT, Belém, Lisboa
Exposição até 8 de outubro, de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h.

Bilhetes
Adultos: 5 euros.
Estudantes e seniores: 2,50 euros.
Até 18 anos: gratuito.

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