holograma, DS X E-Tense

Com a indústria automóvel a viver um clima de grande mutação, a DS Automobiles deu vida ao que é o seu sonho de veículo do futuro. O fruto desse trabalho é o DS X E-Tense, cujos traços de estilo foram dados a conhecer.

“Os designers da DS procuraram combinar as vantagens da tecnologia avançada com uma vasta dose de criatividade, dando resposta aos clientes que procuram o melhor para si e à forma como percecionarão o luxo francês daqui a 18 anos, por mais diferentes que sejam as suas necessidades”, refere o construtor do Grupo PSA que pretendeu criar, segundo as suas palavras, um carro “com a mesma veia revolucionária do DS original”, cujo 80º aniversário do seu lançamento se assinalará, em 2035.

Imaginar um carro de sonho para 2035 levou a DS Automobiles a criar um conceito assimétrico de três lugares (existe um banco adicional, portanto) com base numa junção de dois veículos num só, que permite aos proprietários escolher o modo de condução que se ajusta às suas necessidades do momento.

“Este veículo surge como uma reinterpretação de um side-car de uma moto, com uma forte postura assimétrica, mas sobre quatro rodas”, afirma Thierry Metroz, diretor de design da DS Automobiles.

O acesso ao cockpit e ao casulo é feito através de portas Elytre e “asa de gaivota”, respetivamente, ambas dotadas de pegas niveladas à superfície da carroçaria. As portas são revestidas numa malha em fibra de carbono e cabedal.

A instrumentação minimalista inclui um velocímetro e um indicador do nível de bateria. O volante incorpora sensores capacitivos para monitorizar o esforço do condutor.

O tejadilho é em vidro transparente e o piso adota a mesma solução (vidro transparente electrocromático), o que permite ver a estrada a passar por baixo do carro.

Assistente pessoal IRIS

Em termos tecnológicos, um dos aspectos mais marcantes é, para além da conectividade com o mundo exterior, a existência de um assistente pessoal, designado IRIS, que assume a forma de um holograma e comanda as funções do veículo.

“Não é segredo que estamos já a pensar na nossa próxima geração de automóveis e, dada a revolução que está a transformar a nossa indústria, o nosso trabalho de desenvolvimento centra-se principalmente na eficiência da energia – independentemente da sua origem – e nas assistências ao condutor, para mais conforto e segurança”.
Yves Bonnefont, CEO da DS Automobiles

“Sempre que oiço as pessoas dizer que os veículos autónomos vão fazer com que os condutores trabalhem em andamento, tenho de admitir que não concordo totalmente com este pensamento. Na verdade, vejo a condução autónoma como algo que irá permitir-nos ‘desligar’ e ter prazer em viajar! Gostava de ver os passageiros a ter tempo para eles próprios, pois o tempo é um bem precioso”, refere Thierry Metroz

Os ocupantes podem dar ao IRIS a aparência que desejarem, desde uma figura humanóide, a uma esfera desenhada a partir de um padrão de ligações neurais ou mesmo algo completamente diferente. Além de funcionar como interface homem-máquina do DS X E-Tense, o IRIS está conectado ao mundo exterior.

Éric Apode, vice-presidente sénior de produto e desenvolvimento do negócio da marca DS, acrescenta ainda: “No que toca ao prazer de condução, porém, a condução autónoma tem, obviamente, os seus limites. Na DS Automobiles acreditamos nos carros e não queremos que desapareçam as sensações associadas com o ato de conduzir. Em 2035, esta perspetiva pode, muito bem, estar obsoleta, com a ideia de ter quatro rodas, um volante e pedais a parecer um conceito retro. O que é certo, porém, é que não temos qualquer intenção de sermos vistos como um mero fornecedor de mobilidade e o DS X E-Tense não foi concebido para o carsharing. Eu alimento a esperança de que os nossos clientes vão continuar a ter paixão por carros e vão continuar a querer possuir o seu carro de sonho. A nossa intenção é abordar aqueles que sentem paixão pela cultura e história automóvel, que sentem orgulho e acarinham o seu carro, que querem vivenciar sensações radicais e ter uma sensação de luxo”.

Faróis desmaterializados

“Também procurámos desmaterializar a assinatura luminosa do modelo. Presentemente, todos os carros são feitos da mesma maneira, com capot, para-choques e guarda-lamas, e faróis posicionados na junção desses elementos. No futuro, achamos que os faróis serão desmaterializados e que a própria superfície da carroçaria servirá de fonte de luz. As cortinas de luz DS Light Veil conferem ao DS X E-Tense uma assinatura visual que pode assumir diversas formas, com diversas cores e graus de brilho”, explica o construtor.

“A condução autónoma abre novas perspetivas e pode ser comparada com viajar numa nave especial, em total segurança, claramente com o objetivo de erradicar os acidentes e, simultaneamente, poupar tempo. É um conceito rápido e seguro, no conforto de um casulo, com a marca da DS Automobiles”.
Éric Apode, vice-presidente sénior de produto e desenvolvimento do negócio da marca DS.

Tal como as luzes dianteiras, as luzes traseiras com efeito de escama – que também indicam as diferentes fases de recuperação de energia – foram desmaterializadas e assumem cortinas de luz integradas na superfície dos painéis da carroçaria.

Graças ainda às novas tecnologias, a carroçaria tem a capacidade de recuperar as suas formas originais após um impacto, ao passo que a configuração da grelha dianteira e as capacidades de refrigeração do modelo se adaptam aos caprichos do condutor. Graças às cortinas de luz DS Light Veil, a intensidade da iluminação ajusta-se em função das necessidades dos ocupantes, do veículo e do seu ambiente em redor.

Dois motores elétricos

Localizados em cada uma das rodas da frente, estão os dois motores eleitos como força motriz para a locomoção 100% elétrica do DS X E-Tense. Em utilização em estrada, a potência máxima situa-se nos 400 kW (540 cv), um valor que sobe para 1000 kW (1360 cv) em modo ‘circuito’, o que permite ao condutor saborear a performance da suspensão desenvolvida pela DS Performance, a equipa técnica por detrás do programa de Fórmula E da DS.

Pastilhas de travão, coisa do passado

Os travões são também “avant-garde” e constituem a primeira vantagem palpável do programa de desenvolvimento da Fórmula E da DS. No entender do construtor, as pastilhas de travão serão uma coisa do passado, dado que os motores inseridos nas rodas terão a capacidade de abrandar o carro graças à ação simultânea de recuperação de energia produzida pela desaceleração. “Os motores elétricos também anunciam o fim da emissão de partículas produzidas nas travagens”, acrescentam os responsáveis franceses.

 

 

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