Um estudo elaborado pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), da qual a associação ambientalista Zero faz parte, sobre as emissões de CO2 da frota de novos veículos ligeiros (de passageiros e comerciais) em 2017, perspetiva que o número de modelos de baterias elétricas aumente cinco vezes (para um total de 100, em 2021), incrementando-se assim a autonomia, a escolha e a concorrência entre as marcas de automóveis.

Todavia, a análise da T&E mostra que os fabricantes também estão a atrasar o lançamento de novos veículos “plug-in” até ao último momento possível. “Há apenas 20 modelos de veículos elétricos à venda no mercado europeu, mas espera-se que até 2021 este número possa crescer até mais de 100 se as empresas cumprirem os seus objetivos comerciais”, afirma a Zero.

Este reforço da oferta e das vendas de viaturas 100% elétricas e híbridas “plug-in” integra-se também na estratégia dos fabricantes de cumprirem as metas ambientais a que estão obrigados atingir em 2021 na Europa, “o que torna previsível o aumento significativo da sua quota de mercado de 5-7% até 2021”, refere a Zero.

No entender dos ambientalistas, esse retardar destes lançamentos elétricos, prende-se com a aposta das marcas em SUV: “O aumento das vendas de utilitários desportivos (SUV) e o aumento de potência dos motores estão a resultar no aumento de emissões”, aponta a Zero que explica de uma forma mais pormenorizada: apenas 6 dos 50 modelos mais vendidos na Europa receberam uma atualização completa em 2017 para se tornarem mais eficientes. “As marcas automóveis disponibilizaram híbridos ‘plug-in’ em número francamente reduzido no mercado, contribuindo para a falta de progresso na redução das emissões de CO2 dos veículos no ano passado”, entende a Zero.

Prolongar vida de veículos antigos

​Para esta associação, que se baseia no relatório do T&E, apenas 4 dos 50 modelos mais vendidos em 2017 estão programados para serem totalmente atualizados até ao final deste ano (2018), seguindo-se 14 em 2019 e sete em 2020. “Este é um esquema utilizado pela indústria automóvel para prolongar a venda de modelos antigos pelo maior tempo possível, otimizando os lucros e persuadindo os reguladores de que estão a desenvolver os esforços necessários para atingir as metas de redução de emissões da sua frota em 2021, enquanto a UE pondera novas metas para 2025”, afirma.

A Zero considera que “o preço desta manipulação do mercado está a ser pago pelos consumidores para os quais os modelos mais eficientes ainda não estão disponíveis, e pelo planeta, enquanto as emissões de CO2 dos veículos continuam a subir”.

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