É no distrito de Aveiro, mais concretamente em Vagos, que o primeiro projeto da Helexia, em Portugal, toma forma. A central fotovoltaica, comissionada em agosto de 2017 e inaugurada a 7 de dezembro de 2017, está localizada no edifício industrial das Porcelanas Costa Verde, empresa industrial de fabrico de porcelana.

Este será, para a Helexia, o primeiro de muitos projetos que pretendem mudar a eficiência energética do panorama industrial e empresarial em Portugal.

A Helexia é especializada no desenvolvimento, construção, operação, manutenção e financiamento de projetos energéticos de fonte renovável e eficiência energética, em parceria com os seus clientes, proprietários deinstalações e edifícios industriais e/ou comerciais de grandes dimensões. A Helexia está presente em França, Itália, Bélgica, Suíça e Portugal tendo já realizado inúmeros projetos de eficiência energética e de produção descentralizada de energia e colocado em funcionamento mais de 150 centrais fotovoltaicas em coberturas e parkings, num total de mais de 50 MWp e 75 milhões de euros de investimento.

Previamente à implementação deste projeto, a cobertura existente em fibrocimento ‐ material contendo amianto ‐ foi substituída por painel sandwich.

Aposta da Helexia em Portugal

Segundo Luís Pinho, Diretor Geral da Helexia em Portugal, “o projeto Costa Verde, o primeiro comissionado pela Helexia em Portugal, vem demonstrar a aposta da Helexia no potencial fotovoltaico em Portugal e a capacidade de nos adaptarmos aos vários mercados e mecanismos regulatórios onde operamos e oferecermos soluções inteligentes para a produção e consumo racional de energia”.

Luis Pinho destaca o facto deste projeto, que não teve qualquer tipo de subsídios ou outros mecanismos compensatórios, demonstrar “uma mudança de paradigma nas unidades de produção de energia renovável, conseguindo ser, ao mesmo tempo, viável do ponto de vista do investidor, mas também do promotor que passa a ter uma parte considerável das suas necessidades energéticas supridas através de fontes renováveis, contribuindo assim para a diminuição das emissões de CO2″.

Potência de 998 kWp

Esta central fotovoltaica, localizada no edifício industrial da Costa Verde, tem uma potência de 998 kWp. Irá produzir anualmente 1.590 MWh que serão consumidos maioritariamente nas atividades diretas desta indústria: 87% da produção fotovoltaica será autoconsumida no edifício e a mesma central será responsável por 24% das necessidades energéticas totais.

Carlos Teixeira, Presidente do Conselho de Administração da Costa Verde, reforçou, a propósito da importância deste projeto, que esta central fotovoltaica significa “eficiência energética para um melhor ambiente.”

A produção de energia verde nesta central fotovoltaica permite ainda reduzir anualmente 620 toneladas de emissões de emissões de CO2, o equivalente aproximadamente à plantação de 15.900 árvores/ano ou ao consumo anual de 490 famílias.

“O projeto agora concluído, pelas suas características, assume uma importância estratégica no estímulo à competitividade dos seus produtos e na responsabilidade ambiental dos promotores, sem dependência de subsídios ou tarifas especiais que, inevitavelmente, acabam por trazer custos acrescidos aos consumidores de energia em geral”, enfatizam os promotores.

Ambientalistas da Quercus elogiam projeto

Segundo a Quercus, este projeto alia dois objetivos primordiais: a eliminação dos materiais contendo amianto e a promoção das energias renováveis. Esta associação ambientalista considera que este é um projeto de sucesso e sustentável na medida em que minimiza os impactos ambientais e os impactos para a saúde através da implementação de medidas adequadas para o efeito: “Remove os materiais contendo amianto num local que é utilizado por população trabalhadora, eliminando‐o de forma adequada com a minimização dos riscos na sua remoção e encaminhamento e substitui‐os por painéis fotovoltaicos que produzem energia limpa de carbono e sem impacto ambiental para o Planeta”, salienta a Quercus.

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